Blog de integração dos participantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID - CAPES, do curso de Letras da Universidade Federal do Pampa, Campus Bagé, com a Escola Estadual de Ensino Médio Frei Plácido e com a Escola Estadual de Ensino Médio Luiz Maria Ferraz - CIEP.
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Sistema Educativo Bolivariano

Em visita a Embaixada da República Bolivariana de Venezuela, quando estive em Brasília, semana passada, pude conhecer um pouco das aspirações dos povos venezuelanos.
  Muito receptivos os diplomatas - incluso o embaixador - nos apresentaram a história, cultura, geografia e programas da Venezuela. Com muitos materiais, desde mousepads à jornais, divulgaram o que chamam de Revolução Bolivariana do século XXI.
 Seria algo como uma mistura da cosmovisão dos povos indigenas, com a dos prósceres da independência e com as lutas dos movimentos sociais, que dão novo sentido a identidade Venezuelana e seu processo revolucionário.
  A intensificação da educação popular é o objetivo chave do Sistema Educativo Bolivariano para atender à realidade de cada região, onde há diferenças culturais enormes, dentre imigrantes árabes e hindus à indigenas amazônicos. Uma educação popular de forma íntegra onde as relações de poder nas escolas são marcadas por seus grupos associativos, como estudantis, comunitários, rádios comunitárias, etc.
 Abaixo o documento do Sistema Educativo Bolivariano.
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Linguística Crítica: Implicações para o ensino de línguas

Divido aqui, nesta postagem, parte da conversa com o professor Kanavillil Rajagopalan que tive em um minicurso nos eventos da UNIRITTER Seminário Internacional Linguagem, Interação e Aprendizagem - VII Seminário Nacional Linguagem, Discurso e Ensino que acontecera de 14 à 16 de setembro de 2010 em Porto Alegre.
  O minicurso de dois dias com o professor Rajagopalan tinha como temática e resumo:
"Linguística Crítica: implicações para o ensino de línguas
 O que é a 'Linguística Crítica'? De que forma ela se distingue da forma tradicional de pensar a linguística? Porque ainda existe uma certa resist°ncia ao projeto da 'Linguística Crítica'? Este minicurso buscará respostas para algumas destas perguntas."
 No primeiro dia o professor para explanar sobre o que seria "ir além da linguística" enfocou no pensamento crítico, sobretudo na escola de Frankfurt. Ser crítico é ultrapassar o conceito de ciência e filosofia do século XIX onde o pensador e cientista apenas observava os fenômenos e estava indiferente ao fato social que o cercava. Max Horkheimer seria para o professor aquele alemão da escola de Frankfurt que impulsionou a união do pensamento filosofico com o social nos anos 20.
A linguística por muito tempo ficou presa a correntes de pensamento originárias do século XIX, imitando as ciências naturais, prova disso é a presença do estruturalismo e do gerativismo em nossas concepções de língua, linguagem, comunicação, onde vemos as tais com uma olhar estrutural, natural, estanque.
 Depois, o professor foi trabalhando a história de certas línguas, onde destacou os processos políticos, podendo assim dar vazão empírica ao que depois foi colocar o que seria Análise Crítica do Discurso e Filosofia da Linguagem Ordinária. A língua é uma construção humana, social política, e uma arma de poder. O primeiro gramático espanhol ofereceu a gramática dos castelhano para a corte real para servir ao processo de colonização e dominação do mundo, como potente arma em pleno "descobrimento" das américas.
 Norman Fairclough seria o grande expoente atual que pegara os principios bakhtinianos e introduzira em uma teoria que englobe a atualidade neoliberal, com uma Análise Crítica do Discurso. A língua não é uma unidade só, ou um instrumento comunicativo, é sim uma escolha política, um instrumento de diferenciação identitário. O professor para trabalhar o conceito de uso da língua, desconstruiu que a "língua é um instrumento de comunicação" e com Robin Dunbar, antropologo inglês, organizou um pensamento crítico sobre a língua: "a língua é o que faz você diferenciar os seus amigos dos seus inimigos".
Sobre a língua em si o professor mostrou pela sua propria identidade indiana que a língua não é algo fechado, que conceitos como língua materna e língua estrangeira são também construídos sócio-politicamente, já que o professor não tem uma língua materna entre as suas três línguas, e seu pensamento em tal língua é de acordo com a situação, seja inglês, hurdo, hindi, português, etc. Tais concepções também atravessam as formas linguísticas, onde também explanou sobre os "pidgins" ou seja, a mescla entre línguas, que existem, e existem para evidenciar que as línguas não são fixas, já que uma pessoa por exempo, pode falar uma frase com um verbo em uma língua, sujeito em outra e objeto ainda em outra, e isso ser totalmente logico para o sujeito que dera tal "input".
 Atualmente alguns pesquisadores e meios de comunicação estão alarmando sobre um mundo globalizado multilingue, uma micelância cultural pós-moderna, porém isso é uma revelação ingenua já que a humanidade não-ocidental já está acostumada com o fenômeno multilingue, principalmente na África e Ásia. Os Estados europeus na modernidade foram tão brutais na consolidação de suas línguas padrões ( outra invenção histórica ) que afirmaram o mito da língua, de sua unidade.
 Sobre o ensino de línguas, Rajagopalan também relatou suas experiências como professor de inglês, quando seu trabalho era ensinar a língua de seu colonizador. E apartir daí discutiu conceitos culturais sobre a língua inglesa no Brasil, fazendo-nos pensar nas finalidades e metodologias de se ensinar uma língua dominante que têm seus órgãos de de propagação e coerção políticos, econômicos, sociais por trás. Alternativa que considere o espectro crítico e social da linguística seria o que aponta Suresh Canagarajah ( ao lado ), linguista do Sri Lanka, que afirma que a língua adicional do colonizador ( inglês, francês, espanhol, etc. ) deve ser ensinada para ser um instrumento de luta e disputa do colonizado, daquele teve seus direitos subtraídos, então seria uma alternativa a rejeição das línguas dominantes que são impostas por toda uma dimensão social.
 Por fim, o que posso agregar, a mim, dos ensinamentos do professor Rajagopalan é que a linguística se vista por seus aspectos clássicos somente, in vitro cientifico estamos por desconsiderar os seus significados construídos, significados construídos por conflitos históricos e presentes entre sujeito, cultura, identidade. A língua é uma opção, a identidade é uma escolha, um posicionamento político consciente porém, as vezes não perceptível. Essas escolhas estão influenciadas e influenciam pelo discurso, e cabe ao que adere ao pensamento crítico tomar o seu ponto político-social e prosseguir na caminhada transcientifica, transdisciplinar. Ensinar a língua inglesa  ou espanhola com uma bandeira norte-americana ou o som de castanholas ao fundo é o mesmo que ser um médico nazista testando experimentos nos campos de concentração, já que assim se passa por cima dos direitos humanos e da realidade social que cercam os humanos que lidam com áreas do conhecimento. Ensinar, compartilhar, aprender uma língua adicional ou saber melhor explorar sua própria opção linguística, enquanto sujeito e agente, de forma a instrumentalizar isso em proveito de sua disputa orgânica ante a homegeneidade neoliberal globalizada, é fazer uma interpretação crítica da linguística.

 Referências complementares de estudo que o professor citou além das já citada:
Ian Watt; Burnstein; Christopher Hutton; Foucault; John Joseph ( Languaje and Policy );Alice Panicook; Anthony Güfen; Christian Farlheiran.
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Colocando a cuca para funcionar com a ajuda de Joan Ferrés i Prats.

 Colocando a cuca para funcionar com a ajuda de Joan Ferrés i Prats.
 PRATS, Joas Ferrés i.
La educación como industria del deseo - Un nuevo estilo comunicativo.
Gedisa Editorial.
Barcelona, 2008.
  









Questões levantadas 

 Como a grande mídia consegue atingir melhor os jovens que a escola pública?
 Como pode a grande mídia ter mais "zelo pedagogico" que a escola pública?


 As motivações do lucro para atingir os jovens são mais legitimas sócio-culturalmente que as motivações ideologicas e político-pedagogicas acarca da educação pública?

 Tópicos ao que foi levantado
  •  "educação pública" assim está para focalizar no público, pois creio que não seja do interesse de uma instituição de todos os cidadãos ter como campo os interesses particulares de instituições econômicas tais como as de ensino abraâmico. Também a conceitualização de "público" no ambiente de Joan Ferrés i Prats condiz com o que vem se trabalhando conceitualmente tanto na latinoamerica quanto na catalunha, seja sobre meios de comunicação públicos - maior exemplo: as televisões educativas e comunitárias - ; seja sobre escola pública.
  •  "Zelo pedagogico" é amplo, assim aberto para múltiplas interpretações. Se é que a grande mídia pode ter alguma formação ou construção de saberes senão àquilo que lhes interessa gerencialmente abordar.
  •  Fundação Bradesco ( capital original brasileiro )  e construtivismo? Presença do Santander ( capital original basco ) na cultura bem como das telecomunicações ibéricas na latinomamerica ( empresas portuguesas e espanholas )? Para responder, talvez um estopim de pesquisa sobre o envolvimento educacional de tais corporações e sobre os fatos que expandiram seu somínio sobre o público dentro e fora das relações tributário-sociais, típicas do neoliberalismo do século 21.


 Para refletir sobre quantidades

  1.  Quantas vezes escutamos num noticiário da televisão aberta sobre ações pedagogicas e comunitárias em escola públicas?
  2.  Quantos bancos privados estão atuando nas escolas públicas sul-riograndenses?
  3.  Quantas rádios públicas ou comunitárias e quantas televisões públicas ou comunitárias se tem ideia que existam nos espectros sul-riograndenses?
  

 Para refletir sobre objetivos

 Aos 14 anos um jovem se encontra no começo do ensino médio, sua família é desestruturada; não tem convívio com um grupo social fixo; não está inserido em nenhuma atividade; não tem interesse em se profissionalizar ou estudar... a escola pública apresenta junto com a sociedade e com a mídia alternativas mais sócio-culturalmente pertinentes: até os 16 anos pode encaminhar através de cursos de baixa qualificação oferecidos pela iniciativa privada ao caminho do subemprego e estágio - o que não lhe trará nenhum benefício profissional pois o foco da baixa profissionalização é a de "flexibilizar a mão-de-obra" contratando jovens - ou de encaminhar o jovem para o ensino superior porém sem oferecer a integração necessária e tampouco recursos para nem ao menos fazer com que o jovem de 14 anos pise na universidade pública.

 Os caminhos acima são os caminhos com maior poder na nossa atualidade sócio-cultural sul-riograndense. Porém a escola pública já constituiu-se de jovens que justamente deram sustento a escola pública, e o principal fator é o "comunicativamente ativo", onde o jovem da década de 50 à 90, esteve integrado à escola pública, em diversas atividades, emolduradas ou não nas atividades de seu órgão colegiado como grêmio estudantil ou clube de ciências, que davam àquele jovem o convívio com um grupo social fixo; a inserção em atividades; o interesse em profissionalizar-se ou estudar; e, pela integração suas famílias estavam ligadas também a escola pública através de também de seus órgãos colegiados ou não, como círculo de pais e mestres e clube de mães, que, contribuiam para dar a família do tal jovem uma estrutura. O fator de ser "comunicativamente ativo" estava em constante aproximação com os conhecimentos acumulados socialmente, que englobam as ciências, as técnicas e as artes. Nas disciplinas, dessa forma, o jovem era mais participativo e o bem-estar escolar tornava-se fato mesmo em situações de tensão e divergência, formadores da diversidade, bem como da democracia direta e planificação político-pedagogica da educação pública.

 Há diversos paradigmas, e, paradoxos e objetivos sobre tais paradigmas. Nortear o que se fazer nesse meio humano que tem mentalidades e funcionalidades historicamente institucionalizadas, cabe ao agente crítico.

 Fontes: GALLO; TRAGTEMBERG; ALARCÃO; PACHECO; FERRÉS I PRATS. 
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I Seminário do PIBID e Mapa Conceitual

 Em um dos grupos que apresentaram Mapa Conceitual no I Seminário do PIBID da UNIPAMPA, que acontecera em Bagé, surgiu tal Mapa Conceitual:

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Alunos participam do primeiro encontro do Ciclo de Colóquios






 Aconteceu no sábado, dia 22 de maio, o primeiro encontro do Ciclo de Colóquios Interdisciplinares, projeto vinculado ao programa de extensão Observatório de Aprendizagem, com o apoio do Ministério da Educação. O evento coordenado pelos professores do Campus Bagé, Clara Dornelles e Daniel Nedel, contou com a participação de docentes, alunos e comunidade em geral. O tema deste primeiro encontro foi “Universidade e Sociedade – qual a função pública da universidade pública?” e teve como palestrante a professora da UNIPAMPA, Dulce Voss, doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A palestra seguiu-se de um debate, em que discentes e docentes da UNIPAMPA e membros da comunidade expuseram sua visão sobre o assunto proposto.
Os encontros do Ciclo são previstos para acontecer mensalmente e o próximo será dia 14 de junho, às 19h, no Colégio São Pedro, em programação integrada à Semana Acadêmica do Campus Bagé. A palestrante será a professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ada Machado, que falará sobre “Mídia, Identidade e Indústria Cultural”.

 Em Portal UNIPAMPA.
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X Encontro Sobre Investigação na Escola


 


 



"Rodas de formação de professores em conversas de sala de aula."

bulletTEMA

 

 “Rodas de formação de professores em conversas de sala de aula.”

 

      A aposta do Encontro sobre Investigação na Escola é de conversa. De conversa, de leitura e de escrita sobre a sala de aula. Neste processo é que constituímos Rodas de Formação, discutindo nossas salas de aula. Na Roda se intensificam compreensões sobre a importância de ser professor no contexto atual. A Roda de Formação em Rede se encontra para o diálogo, a partilha, o abraço, a crítica, o argumento. Assim, ao contar nossa sala de aula e o que nela nos acontece enquanto professores e alunos que somos, nos tornamos professores a partir de uma compreensão de que somos sempre aprendentes.

   O X Encontro sobre Investigação na Escola celebra em Rio Grande os dez anos de sua realização em uma atividade articulada entre a Secretaria Municipal de Educação, o Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC) e o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/FURG). 

 


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OBJETIVOS

 

   A realização do X Encontro sobre Investigação na Escola pretende continuar o avanço iniciado na direção em que apontam as avaliações dos eventos anteriores. A avaliação da importância do evento para a área de conhecimento, no caso Educação, e para o desenvolvimento podem ser caracterizados pelos objetivos gerais dos diversos eventos:


  1. Dar continuidade à perspectiva inovadora, ativa, reflexiva e formativa;

  2. Favorecer que professores do Rio Grande do Sul iniciem ou continuem a escrever, analisar e avaliar suas atividades inovadoras de ensino-aprendizagem, em especial aquelas que incluam um caráter investigativo de sua prática docente;

  3. Socializar experiências escolares inovadoras em uma perspectiva não hierárquica, isto é, que professores discutam os resultados de suas investigações didáticas e avaliem essas experiências, de igual para igual, seja com colegas de trabalho, com futuros professores ou com formadores de professores;

  4. Avaliar e contrastar o modelo de didático alternativo de investigação na escola com a prática docente de professores inovadores do estado;

  5. Fomentar o desenvolvimento de uma cultura de análise da prática pedagógica coerente com as diretrizes da formação de professores;

  6. Priorizar, em termos da formação continuada, a consideração das reais necessidades dos professores dando continuidade ao processo de evolução profissional já alcançado nos encontros anteriores;

  7. Fomentar a criação e o desenvolvimento de “coletivos de professores investigadores” como forma de garantir a continuidade e o avanço da inovação escolar.

 


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GRUPO MIRAR

 

      O grupo MIRAR se constituiu a partir do ano 1997 em que um grupo de professores resolveram iniciar reuniões semanais para discutir suas práticas docentes no Centro de Educação Ambiental, Ciências e Matemática – CEAMECIM, que completa em junho deste ano 25 anos de ações na formação de professores na FURG. O significado do nome MIRAR foi construído coletivamente e cada letra está relacionado a um significado sobre as ações que desenvolvemos a partir deste grupo: M de mediar a aprendizagem em processos educativos;  I de investigar a prática docente na escola; R de refletir sobre nossas ações docentes; A de aprendizagem continuada em processos de formação permanente, R de recomeçar sempre de novo o processo de formação inacabado, incerto e auto-organizado.

      Fazem parte do MIRAR atualmente professores em formação do curso de Química-Licenciatura, professores em serviço da educação básica de Ciências, Biologia, Química, Geografia, História e formadores.

      As ações desenvolvidas pelo grupo envolvem a articulação entre desenvolvimento curricular e formação permanente, tendo como ferramenta de interação o ciberespaço por meio de ambientes virtuais de aprendizagem (AVAS).

      A partir de 2000 o MIRAR intensificou suas ações a partir de projetos interinstitucionais que continuaram processos de formação anteriores entre FURG, PUCRS e UNIJUÍ e assim estivemos juntos no Projeto Cidadão e depois no Projeto Ciberciências, que novamente o nome diz, interagimos via ciberespaço na articulação entre formação permanente e desenvolvimento curricular.

 


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bulletCOMISSÃO ORGANIZADORA

bulletCoordenadora
bulletMaria do Carmo Galiazzi 
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Colaboradores

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Alexandre Cougo de Cougo
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Aline Guerra Dytz
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Aline Machado Dorneles
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André Lemes da Silva
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André Maio Ezedim Pinho
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Caroline Pires Ruas
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Cezar Soares Motta
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Danielle Monteiro Behrend
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Edi Morales Pinheiro Junior
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Jackson Luís Martins Cacciamani
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Luciane Lemos Dal Pizzol
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Luis Fernando Moretto Tusnski
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Rafael Martins Marques
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Raphael Rodrigues Costa
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Renata Hernandez Lindemann
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Roberta Chiesa Bartelmebs




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bulletLOCALIZAÇÃO

 







   
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Reinventar não só o texto ou a percepção, ultrapassando as culturas

 Na realidade latinoamericana se tem uma imposição constante de uma cultura sobre a educação, imposição de derrota, que é ainda mais forte na sociedade brasileira do que em sociedades vizinhas. 
 No cotidiano, tanto em Bagé quanto em Feira de Santana, se enfrenta consciente ou inconsciente a vontade de "não fazer por não dar", de "não aprofundar por não não querer", enfim, a direção coletiva ao abismo se demonstra em pequenos feitos no dia-a-dia, que estão no "quase", na "impotência", no "sarcasmo em relação ao meio". 
 Algo se é feito - até mesmo muito se é feito em condições desfavoráveis - quando se tem uma referência, um bom exemplo a ser seguido. No entanto, mesmo com os esforços dos educadores, na atualidade, boa parte do que poderia ser feito é deixado de lado, mesmo sabendo que poderia ser feito e que aquilo era o "certo", por causa de "n" fatores, onde se destaca a cultura do "fechado", do "péssimo", do "rápido", da "angústia" . 
 A "propulsão pedagogica" está bem antes do método ou da mentalidade, está na cultura que cerca toda a conjuntura de educação e de escola.

 "¿Educación pluricultural, transcultural, multicultural o intercultural?
En un primer momento de su historia, hacia la década de 1960 - 1970,
la llamada "educación pluricultural" tuvo como propósito igualar las
posibilidades educacionales de los alumnos culturalmente diferentes,
adoptando la línea de los programas de compensación que tuvieron un
carácter doblemente etnocéntrico-:
• Desde el punto de vista de los objetivos, la educación
pluricultural se propuso "evitar el derroche de competencias no
utilizadas que pueden encontrarse en los grupos
desfavorecidos". Según A. Little y G. Smith, este movimiento se
origino en los medios políticos estadounidenses como
consecuencia de la inquietud que provoco el lanzamiento del
primer "Sputnik" soviético al espacio; surgió así la necesidad de
detectar los talentos potenciales de los jóvenes en su primera
infancia para asegurarles una formación especial,
particularmente en las materias científicas.
• Desde el punto de vista ideológico, estuvo centrado en
considerar las desventajas escolares de las minorías étnicas, de
los grupos sociales desfavorecidos, como vacíos o déficit en sus
culturas.
Con estos programas educativos, se intentó que estas minorías
marginadas alcanzaran las "culturas de avanzada" de las sociedades
occidentales."
  RENDO y VEGA. Una escuela EN y PARA la diversidad - El entramado de la diversidad. Capítulo 1.

 Como podemos englobar toda essa maravilhosa revisão, no dia-a-dia desgastante dos educadores, onde se é bem mais fácil participar de um meio consensual de preconceito, muito claro nas piadas sobre a orientação sexual; onde se é bem mais difícil construir valores culturais de efeito, que substituam todos os presentes valores anti-sociais - como a discrminação por orientação sexual - por valores de justiça, multiculturalidade, paixão pelo saber, socialização da comunicação?

 Ao se tratar da linguagem, linguística e literatura, como substituir, no agora, a paranóia ortográfica, pela real apropiação popular da produção textual?   

 São questionamentos essenciais para a nova geração de educadores e educandos que agora colhe os frutos dos embates das décadas passadas que nos colocam em um cenário onde se tem a "sombra", pois a "pessoa" já se foi embora. Ou seja, se tem um mundo de novas percepções, e, raramente se esse mundo na sala de aula, o que também já estaria velho - a sala de aula - já que a educação e escola não são mais o espaço físico dividido em momentos, algo bem mais além profundo: crianças que viram adultos e não criam uma identidade, sem escolha.

 Só saber que aquilo era para ser de outra forma não coloca a forma como "verdade". Se não acreditar que é aquilo real, mesmo sendo real, não vai ser para quem não acreditar.


"(...) Verdade própria do sujeito é sempre participação a uma verdade que o ultrapassa, que se enraíza finalmente na sociedade e na história, mesmo quando o sujeito realiza sua autonomia.”
 Cornelius Castoriadis
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Una Escuela en y para la Diversidad - RENDO - VEGA

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Preconceito Linguistico – O que é, como se faz – Marcos Bagno



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 "Existe uma regra de ouro na Lingüística que diz: “só existe língua se houver seres humanos que a falem”.E o velho e bom Aristóteles nos ensina que o ser humano “é um animal político”. Usando essas duas afirmações como os termos de um silogismo (mais um presente que ganhamos de Aristóteles), chegamos à conclusão de que “tratar da língua é tratar de um tema político”, já que também é tratar de seres humanos. Por isso, o leitor e a leitora não deverão se espantar com o tom marcadamente politizado de muitas de minhas afirmações. É proposital; aliás, é inevitável. Temos de fazer um grande esforço para não incorrer no erro milenar dos gramáticos tradicionalistas de estudar a língua como uma coisa morta, sem levar em consideração as pessoas vivas que a falam. O preconceito lingüístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo… Também a gramática não é a língua. A língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dele, a chamada norma culta. Essa descrição, é claro, tem seu valor e seus méritos, mas é parcial (no sentido literal e figurado do termo) e não pode ser autoritariamente aplicada a todo o resto da língua – afinal, a ponta do iceberg que emerge representa apenas um quinto do seu volume total. Mas é essa aplicação autoritária, intolerante e repressiva que impera na ideologia geradora do preconceito lingüístico."

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Marcos Bagno - Preconceito Lingüístico
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