Blog de integração dos participantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID - CAPES, do curso de Letras da Universidade Federal do Pampa, Campus Bagé, com a Escola Estadual de Ensino Médio Frei Plácido e com a Escola Estadual de Ensino Médio Luiz Maria Ferraz - CIEP.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Livro: Semântica para a educação básica

Primeiramente, no início do livro o autor fala sobre a educação infantil, fundamental e média, períodos muito especiais da educação básica os quais são o alicerce da vida escolar de uma criança, um jovem. E, falando nisto, posso pensar na importância do ensinar e do ser ensinado. Mas para que isso de bons frutos depende da forma como o professor trabalha em sala de aula. Assim, nos coloca a pensar sobre o ensino das aulas de português, no momento em que lá na página 18, o autor fala sobre o desenvolvimento das quatro habilidades: ouvir bem, falar bem, ler bem e escrever bem, de acordo com os PCNs. Habilidades estas que muitas vezes são deixadas de lado, quando se trata especialmente de ensinar gramática. Mas por que não ensinar gramática trabalhando estas habilidades? Mais adiante, Ferrarezi começa a abordar mais especificamente sobre a semântica, já falando sobre a semântica de contextos e cenários, neste momento também começo a refletir a respeito do estudo/ ensino da língua sobre o qual tenho certa dificuldade. Porém, com a leitura deste livro tudo (o ensino da língua) começa a fazer mais sentido para mim, mesmo que na teoria. Também, me chamou a atenção, quando o autor trata em um “capítulo” sobre Os princípios da constituição do sentido, princípios que me colocaram a pensar nas próprias aulas, nas quais os alunos deveriam estar refletindo sobre a língua, podendo participar, dialogar com o professor. Na página 33, quando o autor nos traz um quadro diferenciando a escola tradicional e o ensino através as scc, aí, fiz referência com a leitura daquele livro que lemos em 2010 que falava sobre a Escola tradicional e a outra escola, sendo que esta nova escola nos faz enfocar o ensino da língua materna a partir da realidade que os alunos estão inseridos, do contexto e, também, cenário. Enfim, durante toda a leitura deste livro, de o autor sugerir exercícios que aplicou com suas turmas refletindo sobre a língua, vi o quanto é possível sim ensinar gramática, ensinar língua materna partindo de um enfoque lingüístico, saindo do ensino o qual só se usa/ usava a gramática normativa.

4 comentários:

Josiane Quintana disse...

eu nao li o livro , mas uma coisa que ficou o tempo todo enquanto lia tua postagem, bárbara, é: "lá na página 18, o autor fala sobre o desenvolvimento das quatro habilidades: ouvir bem, falar bem, ler bem e escrever bem, de acordo com os PCNs." . fiquei pensando em uma definição de falar bem, escrever bem, ou vir bem, ler bem. essas quatro destrezas a gnt viu muito no ensino de lingua estrangeira e foi bastante cobrado da gnt . nao sei se eu , mesmo ja saindo da unipampa, me sinto preparada pra lidar com as quatro destrezas em ensino de lingua portuguesa. isso me preocupa. e achei interessante compartilhar essa minha angustia pra gnt debater.

27 de janeiro de 2012 05:27
Bárbara disse...

Pois é, eu vi sobre essas habilidades agora, quando estava cursando uma disciplina eletiva "Gramática e Ensino", ouvindo assim na teoria parece ser fácil. Mas fico me perguntando se é fácil trabalhar isso na prática...

27 de janeiro de 2012 05:48
Joana D'Arc disse...

Oi gente!
Eu ainda estou lendo o livro sobre semântica e estou achando ótimo,o livro nos mostra um ensino de gramática de uma forma gostosa,significativa e que com certeza de grande importância no Ensino Fundamental.Muito me chamou a atenção que o autor faz questão de dizer que falamos "brasileiro",acho importante dizer isso aos alunos porque durante os estágios ouvi muitos alunos falarem que não sabem português.
As atividades propostas envolvem o dia-a-dia dos alunos,experiências pessoais e familiares,conhecimento de mundo,adorei.

4 de fevereiro de 2012 05:17
Liliana Panick Ferreira Moreira disse...

Pois é meninas, fiquei pensando depois de ler o livro na forma como eu via o ensino de Português e como vejo hoje, na verdade nós dificultamos as coisas. O ensino "tradicional" propõem uma ruptura entre a língua com suas variantes e língua culta, estudamos algo que é estático, enquanto produzimos no nosso dia a dia, algo vivo e mutante a língua em constante transformação. O livro além de elucidar, ele mostra como pode ser prazeroso "brincar" com a língua materna em sala de aula, as formas de trabalho mostradas no livro como a "criação" de novas palavras é algo simples de se fazer, mas de uma riqueza de possibilidades. Gostaria muito de ter lido o livro antes de fazer a disciplina de Sociolinguística, acho que daria mais suporte para compreender as questões do preconceito linguístico.

1 de março de 2012 04:48

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